segunda-feira, 17 de maio de 2010

Histórias que nos fazem pensar

MEU NOME É RÁDIO

O filme “Meu nome é Rádio” promove várias discussões, “Rádio” interpretado por Cuba Gooding Jr é uma pessoa solitária, que vive empurrando um carrinho de supermercado pelas ruas de uma pequena cidade, sem contatos com ninguém devido a um problema de saúde, que gera nas pessoas um preconceito em relação a ele. Umas das discussões promovidas no filme é a ética das pessoas em relação ao próximo, ações de preconceito e exclusão demonstram uma total falta de ética social. Por outro lado quando vemos uma pessoa que “faz o bem sem olhar a quem” como faz o garoto Radio, vemos a essência de como deveria ser o comportamento ético social das pessoas.

A falta de ética social é demonstrada quando alguém tenta excluir ou colocar a margem da sociedade uma pessoa por razões preconceituosas, como no filme quando o pai de um dos garotos do time de futebol, que também é patrocinador do time, pressiona o técnico Harold Jones interpretado por Ed Harris, à afastar do time o garoto “Rádio”, que a convite do treinador fazia parte do time como ajudante. Segundo o pai e patrocinador, a presença do garoto prejudicava o desempenho do time. Sem importar-se com o bem estar que fazia ao garoto Rádio fazer parte do time, ter amigos, ter um relacionamento com as pessoas. Mostrando que muitas os interesses pessoais das pessoas desviam o caminho da ética.

Por outro lado o filme mostra como deveria ser o relacionamento das pessoas, em uma passagem do filme o técnico Harold Jones expressa palavras que definem quem é o garoto Rádio, “Ele nos trata bem o tempo todo, da forma que nós não nos tratamos nem a metade do tempo”. Rádio sempre viveu solitário pelas ruas da cidade, mas quando deram a ele a oportunidade de fazer parte de um grupo, de uma sociedade, de ter amigos, ele fez com seus relacionamentos fossem sempre os melhores, ficava feliz com coisas que para outras pessoas eram pequenas de mais para dar felicidade, era solidário como quando dividiu com todo o seu bairro os presentes que ganhou no natal,  foi corajoso quando assumiu a culpa de coisas que não havia feito, para não entregar os verdadeiros culpados, e o mais marcante ele era a motivação de um time, era o coração dele, sempre entrava em campo junto com os jogadores, que vinham correndo liderados por ele à frente, e ele vibrava a cada jogada a cada vitória, pois o futebol era sua paixão. Rádio Mostrou a todos como deve ser o relacionamento que deve existir entre indivíduos em uma sociedade.

Por tanto “Meu nome é Rádipo”, nos traz muitas reflexões de como devemos agir, a diferença do que queremos fazer e do certo a se fazer, nos ensina como nos relacionarmos com as pessoas, e darmos valor apenas ao que mereça valor.






Ficha Técnica
Meu nome é Radio
País /ano de produção: E.U.A 2003
Duração / gênero: 109 min, drama
Direção: Michael Tollin
Roteiro: Mich Rich, baseado no artigo de Gary Smith
Elenco: Cuba Gooding Jr, Ed Harris;



O papel da juventude em um país democrático

"Vote já”

No período em que o nosso país viveu preso a um regime ditatorial de 1964 – 1985, víamos nas ruas os jovens vestindo camisas com as escritas “Diretas já” ou então “Quero votar para presidente”, mostrando a indignação quanto ao sistema que governa nosso país, na era do ex-presidente Fernando Collor de Mello os jovens pintaram o rosto de vermelho para protestar contra a corrupção do então presidente. Iniciativas que tiveram peso fundamental nas mudanças que ocorreram em nosso país. Mas e hoje onde está a juventude revolucionária? O que fazem com o “voto” direito arduamente conquistado?

Vemos a juventude de hoje mais preocupada com as diferenças entre os grupos, mais interessadas em impor um estilo único, uma única "tribo", do que preocupada e unir-se e lutar por seus direitos perante os governantes desse país. As vestes de hoje refletem muito mais o descaso do que a revolta, as músicas que tocam nas rádios banalizam os princípios básicos da moral de uma sociedade, e a cultura de "massa fecal" imposta pelas mídias, fazem a juventude crescer alienadas as questões de reflexão social.

Pesquisas apontam que os jovens com idades entre 16 e 18 anos afirmam que a descrença com os políticos do país é o que afastam eles das urnas, porém não podemos deixar que a corrupção do estado brasileiro faça do Brasil um país de cidadãos apáticos, se queremos mudanças temos que começar fazendo uma mudança e nós mesmos, na nossa forma de pensar e agir.  

Nesse ano teremos mais uma oportunidade de escolhermos aquele/a que nos representará, que façamos do voto uma arma democrática, vamos cobrar dos eleitos, mesmo que não sejam nossos candidatos escolhidos, todas as suas promessas de campanha e tudo mais que  for de sua obrigação.

Só teremos um país melhor, com mais segurança, educação cultura e lazer si exigirmos os nossos direitos, para isso devemos cumprir nosso dever "Vote Já".